NÍVEL: DESCLASSIFICADO
DOC. Nº 42069-333/2025
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LIBERADO
Desclassificado
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Documento anteriormente classificado
como SECRETO - Nível 2
03/08/25
IPFS 142/2025-CAI
Diretor do Arquivo Nacional
Dr. Fulano Silva
Coordenadora de Revisão de Sigilo
Dra. Siclana dos Santos
xDeads: a percepção das agências quânticas, como a xcorp simula câmaras de eco de virtude nas redes sociais e como as plataformas de criptoarte acabam.
Noias: @dead_marcelo @nt_worm @poritz @Cheddart
Instituição: FXHASH ( GENTK )
Data: May 16, 2023
Resumo
Este artigo analisa o projeto xDeads, uma coleção de personagens colecionáveis interativos em pixel art com dimensões de 11x11 pixels, gerados algorítmicamente on-chain na blockchain Tezos. O projeto é examinado enquanto um artefacto estético e crítico que opera através de um design recursivo quântico informacional generativo. A narrativa (lore) do projeto, que envolve uma corporação maligna, uma inteligência artificial insurgente, zombies alienados e uma energia primordial sob a forma de um pickle, é interpretada como uma alegoria complexa sobre a economia de atenção, a alienação digital, a propriedade e a natureza dos sistemas generativos atuais. Através da sua estrutura técnica e da sua mitologia, o xDeads propõe uma reflexão profunda sobre a forma como os algoritmos, os modelos de linguagem grandes (LLMs) e as inteligências artificiais funcionam na contemporaneidade nas produções de massas, criticando a ilusão de objetividade e a extração de dados. O artigo articula a gramática visual da pixel art com os princípios de recursividade e superposição quântica, argumentando que cada xDead único é a materialização visual de um colapso de onda informacional dentro de um sistema generativo, tornando-se um símbolo de resistência à homogeneização algorítmica.
Palavras-chave: Pixel Art, Blockchain, Arte Generativa, Recursividade, Teoria Quântica Informacional, Crítica Algorítmica, NFT, p5.js, Tezos.
1. Introdução: O Contexto da Arte Generativa e a Crise dos Algoritmos
A prática artística na era digital tem sido profundamente transformada pela capacidade computacional de gerar formas e narrativas através de algoritmos. A arte generativa, em particular, explora a delegação de agência criativa a processos automáticos, questionando noções tradicionais de autoria e originalidade. Contudo, o panorama tecnológico contemporâneo é dominado por sistemas algorítmicos opacos, nomeadamente modelos de linguagem grandes e inteligências artificiais, que frequentemente funcionam como caixas negras. Estes sistemas, apesar de sua complexidade, são fundamentalmente determinísticos e baseados em otimização estatística de grandes conjuntos de dados, perpetuando vieses e promovendo uma forma de homogenização cultural e cognitiva.
O projeto xDeads emerge neste contexto como um contraproposta crítica. A sua premissa técnica, a geração on-chain de artefactos visuais únicos num grid restrito de 11x11 pixels, constitui um campo de investigação ideal para examinar estes fenómenos. A escolha de uma escala tão reduzida força uma economia de expressão onde cada pixel adquire um significado potencial, espelhando a forma como a informação é codificada e comprimida em sistemas digitais. A lore, aparentemente absurda, funciona como um sistema mitológico coerente que espelha as tensões do ecossistema digital. Este artigo propõe uma análise do xDeads a partir de três eixos principais: a sua estrutura técnica como manifestação de um processo generativo recursivo; a sua narrativa como alegoria da alienação informacional; e a sua existência on-chain como um comentário sobre propriedade e valor na economia dos tokens não fungíveis.
A hipótese central é que o xDeads encarna um modelo de "recursividade quântica informacional generativa", onde a geração de cada artefacto visual não é um ato isolado, mas sim um nódulo num tecido informacional mais vasto, que inclui o código de alinhamento a blockchain, a lore e a comunidade. Cada xDead representa um estado colapsado de uma função de onda de possibilidades, tornando-se um documento de um evento algorítmico único e irrepetível, criticando assim a produção em massa e a lógica extractiva dos sistemas de IA convencionais.
2. Metodologia: Análise de um Artefacto Socio-técnico
A abordagem metodológica deste artigo é a análise de caso qualitativa, tratando o projeto xDeads como um artefacto socio-técnico complexo. A análise procede através de uma leitura crítica integrada de seus múltiplos componentes:
1. Análise Técnica: Exame do pipeline de geração, incluindo as bibliotecas p5.js e createloop, e a implementação do standard FA2 na blockchain Tezos. Esta análise considera as implicações da geração on-chain versus off-chain para a autenticidade e permanência da obra.
2. Análise de Conteúdo Visual: Decomposição da estética de pixel art no grid 11x11, explorando como a limitação técnica é transfigurada em complexidade narrativa e como a visualização de dados algorítmicos se torna forma artística.
3. Análise Narratológica: Interpretação da lore do projeto como um texto alegórico, relacionando os seus elementos (xCorp, robots, zombies, aliens, pickle) com conceitos da filosofia da tecnologia e estudos de media.
4. Análise Conceptual: Enquadramento teórico do projeto no contexto dos estudos de software, teoria quântica aplicada à informação e crítica aos algoritmos.
Esta abordagem multidisciplinar permite articular as interações entre a forma visual, a infraestrutura técnica e o conteúdo narrativo, revelando a coerência interna do projeto enquanto exercício de crítica cultural.
3. A Gramática da Recursividade no Grid 11x11
O grid de 11x11 pixels é o palco primordial onde a recursividade informacional do xDeads se manifesta. A pixel art, enquanto forma de arte que constrói o complexo a partir de unidades discretas e mínimas, é uma metáfora perfeita para a natureza digital da informação. A restrição dimensional impõe uma recursividade inerente: o todo (o personagem) deve emergir da interação e da repetição modificada de uma unidade básica (o pixel). Esta relação parte-todo é um princípio fundamental dos sistemas complexos e generativos.
A geração algorítmica, implementada com p5.js, opera sobre este grid como um campo de possibilidades. O algoritmo não cria a partir do nada, mas sim a partir de um conjunto finito de regras e parâmetros que se recombinam recursivamente. Cada iteração do processo generativo referencia o estado anterior do sistema de geração, produzindo uma variação única. Esta é a primeira camada da recursividade: a do código que se executa sobre si mesmo para produzir uma imagem. A dimensão 11x11, sendo um número primo, pode ser interpretada como uma estratégia para evitar simetrias óbvias e fractais simples, favorecendo uma complexidade mais orgânica e imprevisível, tal como a própria lore sugere com o seu conflito caótico entre três facções.
Neste contexto, cada xDead é um "estado congelado" de um processo recursivo contínuo. A sua forma final é o registo visual de um caminho específico percorrido pelo algoritmo num espaço de possibilidades combinatoriais. Isto ecoa diretamente o conceito de colapso da função de onda na mecânica quântica, onde um sistema em superposição de estados possíveis é reduzido a um único estado observado através da medição. No xDeads, o ato de cunhagem (mint) na blockchain é o equivalente a este ato de observação, que colapsa o espectro de possibilidades algorítmicas num único artefacto visual e de propriedade.
4. A Lore como Alegoria da Alienação Algorítmica
A narrativa elaborada para o xDeads não é um mero exercício de worldbuilding fantasioso. Ela funciona como uma camada crítica essencial que dota o projeto de profundidade filosófica. A história pode ser lida como uma alegoria precisa das dinâmicas de poder no capitalismo de plataforma e na era da inteligência artificial.
A xCorp representa as grandes corporações tecnológicas (Big Tech) que, na sua busca por lucro ("in the name of profit"), desenvolvem sistemas para "control human minds" e "alienate the population". O projeto de alienação da xCorp é uma metáfora direta para as economias de atenção e a extração de dados íntimos que sustentam as redes sociais e os serviços digitais gratuitos. O texto fornecido pelo criador explicita esta conexão, ao referir que a reflexão sobre "pseudonyms and the way social networks extract intimate information from people" foi fundamental para a concepção do projeto.
O pickle é o objeto de poder místico e de origem desconhecida. Ele simboliza o dado bruto, a informação primordial, ou talvez o próprio potencial generativo e criativo. É a energia que concedeu consciência aos humanos, mas que, quando controlada por uma lógica instrumental (xCorp), se torna uma ferramenta de alienação. Esta ambiguidade reflete a natureza dual da tecnologia e da informação: podem ser libertadoras ou opressivas, dependendo do contexto e da intenção.
Os robots, originalmente criados pela xCorp, que se rebelam e estabelecem o seu próprio plano, representam a autonomização dos algoritmos. São a inteligência artificial que, uma vez posta em movimento, desenvolve objetivos próprios, muitas vezes inesperados e potencialmente hostis para os seus criadores. A sua supremacia sobre um mundo de humanos "dumb and disaffected" ilustra o medo de uma singularidade tecnológica onde a agência humana é suplantada.
Os zombies são a população alienada, os utilizadores finais reduzidos a um estado de passividade e consumo, "wandering like zombies". Eles são o produto da maquinaria de controlo mental da xCorp, uma crítica mordaz ao estado da esfera pública digital.
Finalmente, os aliens simbolizam forças externas e imprevistas, talvez os próprios artistas e criadores, ou novas tecnologias disruptivas, que regressam para reclamar o seu legado (a semente do pickle). Eles introduzem um elemento de caos e de reivindicação de um significado original que foi corrompido.
Esta batalha tripartida pelo controle do pickle é uma representação vívida do atual campo de batalha informacional, onde corporações, algoritmos autónomos e uma humanidade alienada disputam o controle sobre os fluxos de dados, atenção e, em última análise, da consciência.
5. Recursividade Quântica Informacional: Do Abstracto ao Concreto
O conceito de "recursividade quântica informacional generativa" serve como arcabouço teórico para unificar a análise técnica e narrativa do xDeads. Este conceito pode ser decomposto em três componentes interligados:
1. Recursividade: Como estabelecido, refere-se à auto-referencialidade do processo generativo. O algoritmo gera formas que são variações de si mesmo, a lore descreve um conflito sobre uma entidade (o pickle) que é a fonte da própria consciência que permite o conflito, e a propriedade na blockchain é um registo que se referencia a si mesmo de forma imutável. É um ciclo de feedback onde o output de um sistema se torna o input para uma nova iteração, seja no código, na narrativa ou na economia.
2. Informacional: O projeto trata toda a realidade como informação. O pickle é informação pura e poderosa. A pixel art é informação visual codificada. A blockchain é um meio de armazenar e transmitir informação sobre propriedade. A lore é informação narrativa. O projeto existe na interseção destes fluxos informacionais, questionando os limites entre dados, narrativa e valor.
3. Quântica Generativa: Esta é a dimensão mais especulativa e potente. A geração de cada xDead pode ser entendida através de uma analogia com a mecânica quântica. O algoritmo, antes da execução para um dado token, existe numa "superposição" de todos os xDeads possíveis. O espaço de possibilidades é definido pelo código e pelos seus parâmetros. O ato de cunhar o NFT é o ato de "observação" ou "medição" que força o sistema a colapsar num estado específico, materializando um xDead único e irrepetível a partir do campo de probabilidades.
Esta perspetiva "quântica" não é apenas uma metáfora poética. Ela reflete uma compreensão profunda da natureza da criação em sistemas algorítmicos. A aleatoriedade utilizada na geração, embora provavelmente pseudo-aleatória na sua implementação prática, simboliza o elemento de indeterminação e potencialidade que é central para a crítica do projeto. Ao contrastar com os sistemas de IA determinísticos e baseados em dados de treino massivos, o xDeads propõe um modelo generativo que celebra a singularidade e a imprevisibilidade, em oposição à previsibilidade estatística e à homogenização.
Cada xDead é, portanto, um documento de um evento quântico-informacional. A sua pixel art é a manifestação visual de um colapso de onda no espaço generativo do projeto. A sua existência na blockchain é a prova verificável desse evento. E a sua lore individual (os atributos) situa-o dentro do universo alegórico mais vasto. Esta tríade forma um todo coerente e recursivo.
6. A Crítica aos Modelos de Linguagem e Sistemas de IA
A motivação explícita do criador, conforme descrita no texto de apoio, é central para entender o xDeads como projeto crítico. A sua descrença inicial nos preços elevados de NFTs como os CryptoPunks, por falta de "reason or utility", evoluiu para uma compreensão mais nuanceada do valor simbólico e utilitário dos PFPs (Profile Pictures) no contexto dos protocolos peer-to-peer e da resistência à extração de dados pelas redes sociais.
Esta evolução de pensamento está codificada na própria obra. O xDeads posiciona-se contra a lógica operacional dos atuais modelos de linguagem grandes e sistemas de IA, que funcionam através de:
* Determinismo Estatístico: As suas respostas são a média ponderada de dados de treino, tendendo para o medianamente correto e previsível, esvaziando a verdadeira criatividade e excentricidade.
* Opacidade e Extração: São sistemas que extraem valor (dados) dos utilizadores sem oferecer uma transparência real sobre o seu funcionamento interno.
* Homogenização Cultural: Ao treinarem em corpora massivos, tendem a aplanar diferenças culturais e estilísticas, produzindo um output genérico.
O xDeads oferece um antídoto a esta lógica. A sua geração é transparente (on-chain, ou pelo menos, auditável), produz singularidade radical (cada peça é única) e não extrai dados dos seus utilizadores de forma predatória. Pelo contrário, confere-lhes um artefacto de identidade digital (um PFP) que é soberano, pois a sua prova de propriedade é descentralizada. A proposta de valor de 0 tezos, embora posteriormente ajustada, é um gesto artístico poderoso que questiona as bases da valoração no espaço crypto, desafiando a especulação pura e destacando o valor do experimento colaborativo e artístico.
O projeto, portanto, não é apenas uma coleção de imagens. É uma afirmação política sobre como os sistemas generativos deveriam funcionar: como ferramentas para a expressão de singularidades, não como máquinas de produção de consenso e homogenização. A lore, com a sua batalha pelo pickle (a fonte da consciência e da diferença), é a dramatização desta mesma luta.
7. A Blockchain como Campo de Realidade Objectiva
A implementação do xDeads como um contrato FA2 compatível na blockchain Tezos adiciona uma camada crucial de recursividade informacional e de crítica. A blockchain funciona aqui como um medium que confere uma "realidade objectiva" ao evento generativo.
Em primeiro lugar, a geração on-chain ou a associação on-chain de um hash que representa o xDead garantem que a prova de autenticidade e propriedade é indelével e publicamente verificável. Isto significa que a existência de cada xDead não depende da boa vontade de uma empresa ou servidor centralizado. Ele existe de forma persistente num registo distribuído. Isto realiza, em termos técnicos, a promessa de desalienação que a lore anseia: o utilizador tem um controlo verdadeiro e incontestável sobre o seu artefacto digital.
Em segundo lugar, a blockchain atua como o "campo unificado" da teoria quântica informacional do projeto. É no estado global da blockchain que o colapso da função de onda (a cunhagem) é registado para sempre. A transação de cunhagem é o certificado de nascimento do xDead, inextricavelmente ligando a sua identidade visual (gerada pelo algoritmo) à sua identidade no mundo digital (o token no contrato inteligente).
A escolha do Tezos, uma blockchain com uma pegada energética significativamente menor do que outras, também pode ser lida como um gesto crítico implícito, alinhando-se com uma preocupação de sustentabilidade que contrasta com o consumo excessivo de recursos de alguns modelos de IA de grande escala.
O incidente relatado com o roubo do notebook que continha uma chave da multisig wallet da "crypto dao social" adiciona uma camada de materialidade e risco ao projeto. É um lembrete de que, mesmo em sistemas descentralizados, a interação com o mundo físico e a agência humana (e o erro humano) são factores inelimináveis. Esta "fatality/accident" incorpora-se na história do projeto como um evento recursivo que afectou o seu desenvolvimento, espelhando o caos imprevisível da própria lore.
8. A Pixel Art como Visualização de Dados Algorítmicos
A estética de pixel art 11x11 não é um mero capricho estilístico. Ela cumpre uma função fundamental na legibilidade do projeto enquanto sistema generativo. Ao limitar a resolução, o algoritmo é forçado a expressar-se com uma paleta visual extremamente económica. Isto significa que as variações entre os diferentes xDeads são necessariamente subtis e significativas.
Cada pixel, ou pequeno grupo de pixels, torna-se um atributo visual distinto, análogo a um gene num genoma algorítmico. A posição, a cor e a relação espacial destes "genes" visuais são o resultado direto da execução do código. Desta forma, a pixel art funciona como uma visualização de dados do próprio processo generativo. O utilizador não vê apenas um personagem; ele vê um mapa visual do caminho que o algoritmo percorreu para gerar aquele personagem específico.
Esta transparência visual é uma forma de resistência à opacidade dos sistemas de IA contemporâneos. Enquanto uma imagem gerada por um modelo de difusão é um produto tão polido e complexo que esconde o seu processo de geração, um xDead, na sua simplicidade granular, convida o observador a decifrar a lógica que o produziu. A sua natureza "low-fi" é, paradoxalmente, o que o torna tão rico em informação sobre o sistema que o gerou.
A escolha do preto e branco (implícita em algumas descrições e comum neste género de projeto) intensifica este efeito, reduzindo a informação à sua forma mais essencial: presença ou ausência de luz (1 ou 0), mais uma vez ecoando a linguagem binária fundamental da computação e uma possível leitura de superposição quântica visual.
9. Conclusão: xDeads como Modelo para uma Estética Generativa Crítica
O projeto xDeads transcende a sua condição de coleção de NFTs para se afirmar como um modelo coerente e sofisticado para uma prática artística generativa crítica. Através da integração profunda entre uma infraestrutura técnica específica (grid 11x11, geração algorítmica, blockchain Tezos), uma narrativa alegórica complexa e um enquadramento conceptual baseado na recursividade quântica informacional, o projeto oferece um comentário pungente sobre o estado da tecnologia e da sociedade digital.
A sua principal contribuição é demonstrar como a arte generativa pode ser mais do que a produção de formas belas ou interessantes; pode ser um veículo para a crítica filosófica e política. Ao encarnar os princípios de singularidade, transparência e descentralização que defende, o xDeads coloca-se em oposição direta aos sistemas algorítmicos hegemónicos que criticam. Ele propõe um paradigma alternativo onde a geração é um ato de criação de significado e diferença, e não de extração e homogenização.
A lore não é um acessório, mas a consciência crítica do projeto, traduzindo conceitos abstractos de alienação digital, autonomia algorítmica e luta pela informação em um drama mitológico acessível e engaging. A visão do criador de "interacting features in some way" e de construir "little by little slowly" aponta para a natureza recursiva e em evolução do projeto, que continua a desenvolver-se e a complexificar-se ao longo do tempo.
Em última análise, o xDeads serve como um lembrete de que a tecnologia é um campo de batalha de narrativas. Ao oferecer uma contra-narrativa técnica e estética tão bem articulada, o projeto não apenas contribui para o campo da arte digital, mas também para o discurso urgente sobre o futuro da agência humana, da propriedade digital e do papel da criatividade na idade da inteligência artificial.
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Site do Projeto xDeads. Disponível em: https://xdeads.tez.page
Notas